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nstituto em Santos guarda a história dos combatentes em 1932

O IHGS reúne as peças usadas pelos santistas que lutaram na Revolução Constitucionalista

Neste domingo (9),  completa 85 anos o movimento armado que tomou as ruas das cidades paulistas contra o governo de Getúlio Vargas (1930-1945). Cerca de três mil santistas foram mandados para os campos de batalha. Para manter vivas suas histórias na Revolução Constitucionalista de 1932, um grupo preserva objetos daquela época. Capacetes de aço, cantil, peças do uniforme dos soldados e bandeiras são alguns dos tesouros guardados em uma sala do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS).

Para os integrantes da Associação dos Combatentes de 32, presidida pelo major Ernesto Tilly Júnior, filho de combatente, mais importante do que preservar as peças é relembrar a história dos soldados que lutaram para que a Constituição Federal fosse cumprida.

“É a única revolução que foi derrotada e, ainda assim, temos um dia para comemorá-la”, afirma, orgulhoso, o professor de História Clóvis Pimentel. “Devemos àquela luta todas as Constituições que vieram depois (1934/1937/1946/1967/1988)”, destaca.

História

“Todos os estados eram a favor de um governo conforme a Constituição e Getúlio (Vargas) deu um golpe para tomar o poder. Ele não deixou o Júlio Prestes (que havia sido eleito) assumir o governo e aí que o clima esquentou”, conta o professor Clóvis.

Aos poucos, entretanto, Vargas convenceu os governadores dos estados a ficarem ao seu lado dizendo, entre outras coisas, que São Paulo queria se separar do restante do Brasil. No fim das contas, apenas paulistas e mato-grossenses (Mato Grosso do Sul ainda não havia sido criado) se opuseram ao então presidente.

“Alguns até podem ter tido a intenção (de se separar), mas se você observar bem, a bandeira de São Paulo é a única dos estados a ter o mapa do Brasil. Não queríamos a separação. A intenção (da revolução) era um governo através da lei”, explica o advogado Murilo Cypriano, integrante da Associação de Combatentes de 32.

O confronto sanguinário durou três meses e matou 41 santistas nos campos de batalha. Ao todo, a Cidade perdeu mais de 60 homens que morreram em decorrência dos ferimentos da guerra. O cemitério da Areia Branca abriga o mausoléu dos combatentes, onde estão mais de 60 ossadas.

O Forte de Itaipu, em Praia Grande, foi alvo das tropas federais. Em 16 de julho de 1932 o local foi bombardeado por aviões.

Desfecho

Embora os paulistas tenham saído derrotados, em 1933 Getúlio Vargas aceitou convocar uma Assembleia Constituinte. No ano seguinte, uma nova Constituição foi promulgada.

“Tudo na vida tem regras. Um país precisa ter regras e essas regras são a Constituição”, completa o professor Clóvis, sobre a importância daquela batalha.

 

 

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