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Trabalhadores da Codesavi voltam a entrar em greve em São Vicente

Sem receber cesta básica, categoria decidiu cruzar os braços 37 dias após fim da última paralisação

Trinta e sete dias após o encerramento de uma greve de 27 dias, em 26 de julho, os 1.080 empregados da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) decidiram voltar a paralisar as atividades no Município.

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A decisão da categoria foi tomada em assembleia na manhã desta quinta-feira (1º), após a empresa de economia mista, controlada pela Prefeitura, não ter pago a cesta-básica dos empregados. Os trabalhadores também estão há dois meses sem plano de saúde.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Santos e Região (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, a empresa avisou que deverá distribuir as cestas básicas nesta sexta-feira (2).

Ainda assim, segundo o sindicalista, “corre risco da greve se prolongar, pois a categoria está preocupadíssima com a possibilidade de suspensão do plano de saúde”.

Macaé não sabe há quantos meses a Codesavi não paga o plano da Santa Casa, mas foi informado de que se ela não quitar a dívida, o atendimento será suspenso já na noite desta quinta-feira (1º).

Nova assembleia está marcada para as 8 horas desta sexta-feira (2), na esquina das Avenidas Nações Unidas e Mascarenhas de Morais.

A greve desta semana começou parcialmente na quarta-feira (31), em alguns setores da empresa, entre eles Biquinha e Itararé. Nesta quinta, porém, a greve é geral. Os funcionários da Codesavi são responsáveis pela limpeza das ruas, jardinagem, coleta de lixo, manutenção de escolas e praças. Nas últimas greves da categoria, várias vias vicentinas acumularam lixo, entulho e detritos.

Na última paralisação, a categoria só aceitou voltar ao trabalho após o pagamento de salários e vales alimentação e transporte de junho, que estavam atrasados. O acordo da categoria também levava em conta outros pontos, como a garantia do pagamento de benefícios sempre até o dia 15 de cada mês e a manutenção do convênio médico e pagamento dos dias parados.

Para acabar de vez com a greve, que foi uma das mais longas da Codesavi e que produziu resultados desastrosos na Cidade, os trabalhadores também concordaram em abrir mão de 50% do vale-alimentação durante 180 dias. Na ocasião foi acertado que eles receberiam essa diferença em 2017.

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