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Unidade de Pronto Atendimento Central está sobrecarregada

Dados da Prefeitura de Santos mostram que, de maio a julho, mais de 46 mil pacientes procuraram o local, alta de quase 55%

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Moradores da cidades vizinhas representam quase
30% dos pacientes

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos (Rua Joaquim Távora, 260, Vila Mathias) foi inaugurada no início deste ano e já está sobrecarregada. O problema pode levar a Prefeitura a rever a parceria com a Fundação do ABC, organização social (OS) que administra o local, para aumentar a quantidade de médicos e enfermeiros. No atual contrato já estão previstos repasses de quase R$ 20 milhões por ano à OS.

Segundo informações da Administração Municipal, o número de pacientes recebidos UPA Central aumentou 54,9% de maio a julho deste ano, em relação à quantidade verificada no mesmo período de 2015 no antigo Pronto-Socorro (PS) Central, ao lado da Santa Casa. Nos três últimos meses foram 46.864 pessoas, contra 30.253 no ano passado.

A alta foi potencializada por moradores de cidades vizinhas, que representam quase 30% do atendimento, principalmente São Vicente e Cubatão, onde o sistema público de saúde está caótico e não supre as necessidades da população. Por exemplo, o total de vicentinos que procuraram a UPA santista cresceu 166,6% – passou de 3.805 para 10.144. O índice de cubatenses subiu 122,7%, de 357 para 795.

Somente nos primeiros 15 dias deste mês, a unidade atendeu 94% (8.920) dos pacientes que o extinto PS Central recebeu em todo o mês de agosto do ano passado (9.511). Nesse período, 2.713 atendimentos, ou seja, 30%, se referem a moradores de São Vicente.

Ações 

O secretário de Saúde de Santos, Marcos Calvo, está preocupado com o aumento expressivo. Segundo ele, a UPA foi dimensionada para atender à demanda existente anteriormente no PS Central, acrescida de Pediatria, que não existia. “Mas quando temos um crescimento muito acima do previsto, começa a prejudicar o atendimento, causa aumento de despesa e demonstra que há um descompasso na região”.

Para Calvo, pessoas de outras cidades não conseguem atendimento nos seus municípios. “Até compreendemos a crise que os municípios estão passando, mas isso está penalizando as finanças de Santos”.

O secretário explica que, até o momento, as equipes não foram reforçadas, mas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está levando pacientes para outras unidades. “Isso ajuda a aliviar, de certa forma, a sobrecarga da UPA. Mas estamos em vias de discutir com a Fundação do ABC a necessidade de aumentar a equipe médica”.

Questionado se as pessoas estão sendo atendidas de forma satisfatória, mesmo com sobrecarga, Calvo afirma que, por enquanto, a situação está sendo contornada. “No curto prazo, há uma demora no atendimento, mas ele é absorvido. No longo prazo, causa prejuízo, porque terão que ser tomadas medidas para realinhar a capacidade”.

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