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Praias castigadas pela ressaca levarão quase um mês para ficar em ordem

Aparecida e Ponta da Praia foram os locais mais castigados pelo fenômeno

 

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Serão necessários pelo menos 20 dias pra que as equipes da Prefeitura de Santos deixem em ordem a Praia da Aparecida e a Ponta da Praia, locais mais castigados pela ressaca do último domingo (21). Em alguns trechos, parte do calçadão cedeu, há pedras, buracos e árvores que representam riscos para a população.

 O desnível para a faixa de areia chega a um metro diante da Fonte do Sapo. Por ali, tubulações da fiação elétrica das torres de iluminação estão expostas, palmeiras estão com raízes aparente, algumas caindo, e os brinquedos foram desenterrados com a força do mar.
 Embora a Prefeitura os tenha isolado com fitas zebradas, não há fiscalização e, nesta quarta-feira (24), crianças usavam os equipamentos.
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Segundo a subprefeita da Orla e da Zona Intermediária, Fabiana Garcia Pires, as palmeiras serão replantadas e todos os locais foram isolados. “Mas as pessoas acabam tirando (as fitas), acham que é seguro. É uma área de fácil acesso”.

 Sobre a fiação, Fabiana alega que não pode retirá-las porque o funcionamento das lâmpadas depende dessa rede. “Mas acho que na sexta já consigo enterrá-las novamente. Vamos começar desses pontos críticos”.

Prejuízos

 Além dos danos públicos e dos moradores da orla cujos prédios foram invadidos pela água, comerciantes sofreram com a ressaca. Um trailer de lanches que ficava próximo ao Aquário foi danificado.
 O ambulante Wellington Borges de Mello, que tem um trailer de lanches na Ponta da Praia, próximo à Ponte Edgard Perdigão, há mais de 30 anos, sofreu prejuízos. Com a força da água, o seu espaço tombou. “A mureta da frente quebrou e bateu diante dele, deixou torto, até tombar e parar no meio da avenida. Perdi freezer, bebidas, alimentos. Ainda não fiz as contas de quanto vou gastar”.
 Para ele, o problema é antigo. “A culpa é da maré, mas acho que alguma providência pode ser tomada, como deslocar a mureta e deixar mais espaço na calçada. Mas também foi fora do normal. Já vi outras ressacas, mas do jeito que foi essa, nunca”.

Proposta do projeto

 A Prefeitura chamou A Tribuna para novamente falar que tem um projeto para acabar com o problema das ressacas. Os recursos para o estudo, de R$ 4 milhões, virão de uma fundo ligado ao Ministério Público Estadual (MPE).
 Porém, a Administração disse apenas que entregou a proposta ao MPE para conseguir o dinheiro. Não forneceu detalhes nem mostrou qualquer novidade. Por enquanto, fará o que já é executado há anos sem sucesso: colocará pedras e areia na Ponta da Praia.

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